sábado, 24 de janeiro de 2009

HORA DO BANHO

Além de limpar o banho ajuda a relaxar

Conforme o bebê vai crescendo, os pais vão percebendo que o banho tem outras funções além de limpar. Ele pode ser usado para relaxar, acalmar ou até refrescar o bebê. Tudo depende do tipo de banho que é dado. Os mais crescidinhos, que já conseguem ficar sentados na banheira, podem tomar mais de um banho por dia. E não precisa ser só quando estão sujinhos.
No verão, por exemplo, um banho com água fresquinha é uma boa opção quando o bebê está inquieto. Se ele já tomou um banho completo no dia, nesse segundo banho pode apenas se distrair na banheira com seus brinquedinhos preferidos. Depois de se refrescar e fazer bagunça, a criança vai ficar muito mais tranqüila.
Em outra ocasião, quando o bebê estiver muito agitado para ir pra cama, o banho relaxante pode resolver o problema. Um banho quentinho e demorado à noite, antes do bebê dormir, tem o poder de acalmar e relaxar. O ideal é que a temperatura da água seja semelhante a do corpo materno, em torno de 36 ºC. Apenas deixe a criança com o corpo imerso na banheira e, se quiser, coloque uma música instrumental ou com sons da natureza bem baixinha. É sair da banheira e ir direto pro bercinho.

Muita atenção à pele do bebê no verão
Nada melhor do que um banho refrescante nos dias quentes. Mas vá com calma. Os bebês têm a pele muito sensível e sentem mais frio do que os adultos. Mesmo no auge do verão, a água da banheira precisa estar morna, na temperatura do corpo da criança. O simples fato de estar na água será suficiente para refrescá-la e retomar o conforto.
Lembre-se que no verão a criança tende a desenvolver mais problemas na pele como micoses, alergias e assaduras. Mantê-la sempre seca e limpinha é muito importante nessa época. Redobre os cuidados nas partes do corpo onde a criança transpira mais, como pescoço, axilas e dobrinhas. E quando a criança se mostrar impaciente e desconfortável, lembre que um banhinho pode resolver o problema.

Banho no inverno
Dicas para um banho gostoso no inverno
Se você é daqueles pais que morrem de pena de banhar o bebê quando está frio e acham que não tem nenhum problema enforcar o banho de vez em quando, esqueça! Essa teoria é furada. O banho dos pequeninos precisa ser diário, faça chuva ou faça sol! Inclusive, a cabeça precisa ser lavada todos os dias.
Para não judiar do bebê, durante o inverno, dê o banho nos horários mais quentes do dia, perto da hora do almoço. O ideal é banhar antes de alimentá-lo, caso contrário, o banho deve ser breve.
Mesmo no frio, a temperatura da água não pode estar muito quente, pois resseca a pele do bebê. Se o dia estiver gelado, uma boa dica para manter o bebê aquecido é colocar uma toalhinha molhada com água morna na barriga durante o banho.
Os pais podem saber facilmente se a criança está com frio: as mãos e pés ficam roxos e a face pálida. Nesse caso, acelere o banho, enxugue bem e vista a criança o mais rápido possível, começando pela parte de cima para que o tórax fique aquecido.

Não é à toa que muitos pais têm medo de banhar os bebês. É preciso estar atento a muitos detalhes para que nada ponha em risco a saúde e, especialmente, a segurança do bebê.
Na hora do banho é preciso esquecer qualquer outro compromisso e se concentrar inteiramente no filhote. Dar o banho às pressas, pensando em mil coisas ao mesmo tempo, como no feijão que está na panela e no filho mais velho que está chamando, não dá certo. Infelizmente, pesquisas mostram que é grande o número de acidentes com bebês durante o banho.

O banho do bebê recém-nascido
Uma das maiores dificuldades que os pais enfrentam nos primeiros dias de vida do bebê é o banho. São milhares de dúvidas: que produtos usar, como preparar a água, como cuidar do umbigo que ainda não caiu, como evitar que entre água e sabão nos olhos do bebê, e outras mais.
Essa insegurança dos pais é comum. Além de ser uma experiência totalmente nova para eles, entra o medo de lidar com um bebê numa situação que exige certas habilidades. “O banho, para o bebê, é uma volta ao tão conhecido ambiente líquido, mas para os pais, com aquela criaturinha frágil, se mexendo, chorando, é uma prova de equilíbrio e coragem, pois o medo maior é de deixar o bebê escorregar ou se afogar”, explica a Dra. Eliane Posnik, pediatra do Berçário e UTI Neonatal do Hospital São Lucas.
A verdade é que, com o tempo, o bebê e os pais vão juntos criando confiança até que a hora do banho vira um dos momentos mais gostosos do dia.
E foi para ajudar você a enfrentar essas dificuldades dos primeiros banhos que preparamos um guia com tudo que você precisa saber para proporcionar um banho saudável e gostoso para o seu filhote.

Os produtos devem ser adequados e exclusivos do bebê
Uma das primeiras dúvidas que surgem na hora de dar banho no bebê é saber quais produtos são apropriados. Será preciso usar perfumes e talcos para ele ficar com aquele cheirinho gostoso de neném? Posso usar uma esponja para limpar o sujinho?
A informação mais importante é saber que os produtos dos bebês devem ser utilizados exclusivamente por eles. Nada de aproveitar a tesoura, o sabonete e o pentinho para a higiene do resto da família.
Os pequenos precisam de produtos, acima de tudo, neutros e de fórmulas suaves, que não irritam os olhos e a pele sensível. O sabonete glicerinado líquido é ideal para lavar o corpinho e também pode ser utilizado na cabeça. Se a criança for muito cabeluda, use um shampoo infantil para limpar os fios. Lembre-se de usar uma pequena quantidade do produto e água em abundância, que é a fórmula ideal para não ressecar a pele do bebê, especialmente do recém-nascido. Dispense o uso de colônias, perfumes e talcos. Se necessário, use pomadas contra assaduras e loções cremosas recomendadas pelo pediatra.
Quando o bebê começar a brincar em tapetinhos no chão, sair na rua e se lambuzar, você pode usar esponja para reforçar o banho. Use uma esponja macia com um pouco de sabão líquido e apenas passe delicadamente no corpinho da criança para remover a sujeira. Não é preciso esfregar.
Tenha sempre algodão, gaze, cotonete e uma garrafa térmica com água morna para a higiene do bebê. Eles são indispensáveis para a limpeza dos olhos, boca, nariz e ouvidos. Passe um cotonete, embebido em água morna filtrada, nas extremidades das narinas e ouvidos. A higiene deve ser apenas externa, não havendo necessidade de introduzir o bastão no nariz e ouvido. Use uma bola de algodão ou gaze úmida para a limpeza dos olhos e boca. Para o recém-nascido, além desses produtos, você também vai precisar de álcool a 70% para a desinfecção do coto umbilical.
Para cuidar dos cabelos, dê preferência para as escovas de cerdas macias e pentes de ponta arredondada que não machucam o couro cabeludo.
As unhas do bebê devem estar sempre bem cuidadas. Mantenha-as limpas e cortadas para o bebê não se machucar. Uma ou duas vezes por semana, corte as unhas com uma tesourinha deixando em formato arredondado para ele não se arranhar.
A hora do banho com muita diversão
As brincadeiras ajudam no desenvolvimento psicomotor da criança. Já que o banho tem que ser diário, é bom que a criança aguarde ansiosa por essa diversão. Então, nada melhor do que aproveitar esse momento para brincar com o bebê e fazer o banho virar uma grande atração.
Existem centenas de brinquedinhos próprios para o banho. Escolha os modelos de borracha, que a criança pode morder à vontade, e bem coloridos para atrair a atenção. Ensine o bebê a pegar o brinquedo, afundar, jogar. Brinque também com as bolhas de sabão e com a água. Eles adoram respingar, bater na água, fazer barulho. As crianças são curiosas e gostam de novidades.
Sempre que possível, chame o pai ou os irmãos mais velhos para participar. Enquanto a mãe dá o banho, o papai e os irmãozinhos podem estimular o aprendizado do pequenino com brincadeiras simples como esconde-esconde usando a toalha.
Para entreter e estimular a linguagem oral, cante músicas que falem de água, de barquinhos. Durante a canção, faça movimentos com o corpo do bebê para frente e para trás e brinque com a água.
Durante a brincadeira, segure firme o bebê. Às vezes, eles se empolgam e podem escorregar na banheira com um movimento brusco do corpo. Fique atento também para não deixar a água com sabão espirrar nos olhos da criança. Qualquer descuido pode acabar com a brincadeira.

"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende".

(Guimarães Rosa)
"Se viver é a maior escola, a vida é a grande sala de aula, na qual se aprende a qualquer momento, em qualquer lugar e, muitas vezes, com qualquer pessoa."

(Desconheço a autor)
" O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos."
( Rubem Alves ).

"Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem”.
( Carlos Drummond de Andrade )
Sgugestões de Leitura

“A Arte de Ter Filhos” (autor:Véronique Vienne)

« “A Saúde de Nossos Filhos” - 2ª edição (Depto. de Pediatria do Hospital Israelita Albert Einsten)

« “O Fim da Educação” (autor: Neil Postman)



« “Educar para a amizade” (autor: Gerardo Castillo)

« “O Desaparecimento da infância” (autor: Neil Postman)

« “Mamãe Vai Trabalhar e Volta Já” (autora: Inês de Castro)

« “Momentos Mágicos Com Seus Filhos” (autor: Steve Biddulph)

« “Os Incríveis Primeiros Anos” (autor: Martin Ward Platt)

« “Compreendendo seu filho de 2 anos" (autora: Susan Reid)

« “Compreendendo seu filho de 3 anos" (autora: Judith Trowell)

« “Compreendendo seu filho de 5 anos" ( autora: Lesley Holditch)

« “Compreendendo seu filho de 6 anos" (autora: Deborah Steiner)

« “O que toda criança gostaria que seus pais soubesse" (autor: Dr. Lee Salk)

« “Disciplina: o limite na medida certa" (autor: Içami Tiba)

« “Pais brilhantes, professores fascinantes" (autor: Agusto Cury)

« “Eduque com carinho" (autora: Lidia Weber)

« “A auto-estima do seu filho" (autora: Dorothy Corkille Briggs)

« “Escola sem conflito" (autor: Tania Zagury)

« “A criança do 0 aos 5 anos" (autor: Arnold Gesell)

« “100 Receitas Para Crianças Felizes", (Publifolha)

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OS FILHOS DE HOJE
Por Silvia Amaral

Muito se fala das crianças de hoje em dia, com relação à sua precocidade. Dizem: “Qualquer dia as crianças vão nascer andando e falando”. Geralmente isso se reporta às diferenças entre as gerações, considerando que algumas funções têm aparecido e se desenvolvido mais cedo, assim como a estatura tem aumentado, provavelmente por uma alimentação diferenciada e traços genéticos que se acentuaram.

Nos aspectos socioculturais, as mudanças também vêm acontecendo de forma acentuada, principalmente em virtude do progresso tecnológico. Este trouxe diferentes hábitos ao cotidiano, com o uso cada vez maior do computador em todas as atividades e, principalmente, no acesso às informações. A velocidade com que estas chegam às nossas mãos e a facilidade de consulta através da internet trazem um incrível dinamismo à vida moderna, fazendo com que tenhamos a sensação de que o tempo está acelerado. Ou será que nós é que estamos?

Os desafios profissionais tornaram-se maiores e os pais trabalham cada vez mais, por imposição do próprio mercado ou por vontade de oferecer mais conforto aos filhos. Estes, por sua vez, preparando-se para um futuro altamente competitivo, são submetidos a aulas de toda natureza: esportes, línguas, instrumentos musicais, dança etc. Têm agenda lotada como a de um adulto. Como e quando podem se encontrar pais e filhos? Com que tempo? Com qual qualidade? Após um dia intenso, estarão todos cansados, sem disponibilidade um para o outro. Além disso, surgem obrigações domésticas para os pais e lições de casa para os filhos.

Seria de se esperar que os filhos, com toda a precocidade apontada no início desse texto, dessem conta plenamente de tudo com facilidade. Pensamos: “São jovens e não se cansam”. Engano! Nós, adultos, superestimamos a energia das crianças e desconsideramos a subjetividade, que tanto influencia o desempenho. A mola propulsora de nossas ações são a motivação, o interesse, enfim, o desejo. Sem este, nada acontece.

Poderíamos, nesse momento, enveredar pela discussão das atividades dos filhos, se estão de acordo com sua faixa etária, se são do agrado deles, se foram escolhidas por eles, se são pertinentes às suas habilidades, se atingem algum importante princípio da educação que queremos oferecer a eles, mas não é essa a reflexão pretendida. Portanto, retomemos nosso rumo.

Se os filhos atuais são tão precoces, por que observamos nas escolas, nas clínicas e mesmo em nossas casas, filhos tão imaturos, dependentes, carentes de atenção e afeto? Aonde foram parar os alunos curiosos, dedicados, estudiosos de antigamente? Vemos uma inversão de valores, quando o antialuno – aquele que diz não gostar de estudar, é indisciplinado e desafia o professor – é valorizado e o aluno aplicado é ridicularizado pelos colegas, muitas vezes sendo vítima de bullying. O que se perdeu nesse processo? Precisamos nós, educadores – e todos o somos, pais ou professores –, rever nossa atuação para descobrir o que aconteceu.

Educar dá trabalho! Um trabalho que muitas vezes gratifica, quando vemos um ótimo resultado, mas também desanima, quando os objetivos não são atingidos. Entretanto, não podemos abrir mão desse nosso papel tão importante. Somos nós, adultos, os orientadores dessa nova geração, aqueles que vão mediar as relações dos jovens com esse mundo maravilhoso, mas igualmente complexo, que aí está. Eles precisam desses princípios norteadores para se sentir seguros, confiantes e estimulados para enfrentar os desafios. A ausência de parâmetros pode ser uma das causas da imaturidade e insegurança dessa geração, e isso nos leva a pensar que os próprios pais e educadores também se sentem sem esses referenciais.

As transformações muito rápidas do mundo moderno, que relatamos no começo dessa reflexão, geraram impermanência nos valores e indefinição dos objetivos que precisamos ou queremos alcançar. Pais e professores sentem-se muitas vezes desorientados, não sabem ou não conseguem educar; e, de outro lado, filhos e alunos que indagam o que eles podem esperar dos adultos e o que se espera deles próprios. Assim, os papéis não se estabelecem e os processos de ensino-aprendizagem e educação-desenvolvimento não acontecem como deveriam e precisariam, salvo gratificantes exceções.

Educar exige abnegação, abrir mão do individualismo, tão presente hoje em dia. O ciclo pais ausentes, filhos imaturos, adolescência prolongada, entrada tardia no mercado de trabalho, priorização da carreira em vez dos relacionamentos amorosos, incluindo aí a família, leva o indivíduo a priorizar a si mesmo e se fechar para o outro e, conseqüentemente, para as relações. O egocentrismo obscurece e empobrece a visão de mundo. O culto ao hedonismo leva adultos e jovens a buscar apenas o prazer, a não assumir responsabilidades, a fugir dos seus papéis de pais e educadores, de um lado; e filhos e alunos, de outro.

Podemos errar... Por nossas ações, por aquilo que involuntariamente fazemos e até quando pensamos que acertamos!

Não devemos errar... por nossa omissão, pelo que deixamos de fazer, pelo que fingimos não ver!

A educação – não apenas informativa, mas também formativa – precisa ser reconduzida ao lugar que lhe compete, na família e na escola.



*Silvia Amaral de Mello Pinto

Coordenadora da Clínica Elipse, Pedagoga, Psicopedagoga e Conselheira da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia)